25 de junho de 2010

Mente aberta, garota solitária.

   Ouvi certa vez, que há sempre um livro que vai mudar sua vida, seu modo de ver as coisas, e também, seus sentimentos. De início, não acreditei, pois tudo o que lia não me dizia absolutamente nada. Nenhum autor me tocou profundamente, a ponto de me parar e me fazer pensar: "De que vale tudo, se algumas coisas são assim?"
    Mas, um boêmio mineiro, chamado Lúcio Cardoso, conseguiu isso. E, aos treze anos, mudei meu ponto de vista e meu coração. Sim, as palavras tem esse poder sobre as pessoas, mesmo que estejam impressas em um papel e não soando em seus ouvidos. Afinal, o que entra por um ouvido, sai pelo outro, mas o que passa pelos olhos, reflete na alma. 
    Ano passado, era um dos livro requisitados pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Encontrei-o escorado em uma prateleira da biblioteca de minha escola. Seu nome praticamente me chamou. Crônica da Casa Assassinada. Pensei "Claro, uma história de terror!". Enganei-me feio nessa. Era, na verdade, uma trama misteriosa, construída de flashbacks, cartas, relatos, depoimentos e confissões. Sob vários pontos de vista. Entre eles, o de um médico, de uma moça e de uma empregada. E, todos eles envolvem os, aparentemente amaldiçoados, Meneses. 
    Logo na primeira página, apaixonei-me por André. O modo como ele era sincero, como descrevia seus sentimentos foi me conquistando aos poucos. E ali, Lúcio ganhou uma leitora apaixonada e envolvida. André - se é que isso é possível -, fez meu coração disparar. Sim, realmente desenvolvi um amor platônico por ele. Desejei que existisse um adolescente com igual coragem de demonstrar sua dor e chorar, de verdade, lágrimas reais e não de crocodilo.
    E ali, eu já havia me envolvido o bastante para não poder mais parar.
    Dali em diante, foi um passo para que eu mergulhasse no complexo mundo de uma família em decadência. Valdo, Demétrio e Timóteo, três irmãos problemáticos, dois deles lutando para manter o nome de sua família intacto. E, entre os três, a mulher que mexeria com a vida de todos. A sedutora, inconsequente e impulsiva, Nina. 
    Timóteo, tornou-se seu melhor amigo. Por quê? Simplesmente porque ele era travestido. A ovelha negra da família. Vivia preso em seu quarto, sem desejar a luz do dia. O único dos irmãos Meneses que não se importava com o quanto seu nome estava na lama. 
    E, por fim, Ana, esposa de Demétrio, sua pior inimiga, vítima da inveja doentia. Via-se desejada como Nina, e não enterrada em vestidos acinzentados e condenada à prisão que se tornara seu matrimônio. 
    Se for fazer um básico resumo, tudo se desenvolve à partir da chegada de Nina à chácara dos Meneses, depois de ter se casado com Valdo. Ela estava acostumada demais com a cidade para aceitar a vida pacata do campo. E assim, refugia-se em um pavilhão. O pavilhão que mudaria para sempre sua vida.
    Em uma chácara de Minas Gerais, várias vidas se cruzam, em excessos de inveja, orgulho, desejo, paixão e traição.  

4 comentários:

Italo Stauffenberg disse...

Pq não concorre no Projeto How Deal por este texto?

Seria bom!

Mas passei aqui pra dizer que tem selinho pra vc no meu blog! (não sei ainda como isso funciona mas estamos ae)

http://manuscritoperdido.blogspot.com

Talitha disse...

Legal, fiquei muito curiosa.
O titulo realmente aparenta ser sobre uma históri a de terror. bem interessante.
Pode ser que eu leia ele, não por enquanto pois tenho uma lista enorme de livros pra ler XD (viciada). Mas já ta marcado.
Kiss...

Talitha disse...

Oi tenho um desafio pra você la no meu blog.
Kiss...

♥ Garota ♥ disse...

Eu escrevi esse texto para concorrer, Italo :)
Leia sim, Talitha. É muito bom :)