27 de junho de 2010

Vida dura, sofrimento secreto

27 de Junho de 2010

                                  Caros jogadores,

   Não sabem como foi difícil pegar essa caneta da sala principal. Tive que driblar quatro chuteiras e uma meia intrometida. Além disso, Dunga estava caminhando pelo corredores. E aquele sapatinho dele se acha tanto, mas tanto... que eu devia ganhar um troféu por aguentá-lo. Por pouco não sou pega e confinada no armário. Castigo padrão, sabe? 
   Enfim, tudo isso não foi em vão. Consegui a caneta, o papel e agora, posso escrever em paz. O fato é que, desde que comecei a trabalhar com vocês, só ouço reclamações! Porque a culpa é dela!, Ela que não tem um bom design!, É muito cheia!Já viu como é vazia?! 
   Ai, caramba, PAREM DE FALAR DE MIM! 
   Poxa, eu não tenho nada a ver com o pé torto de vocês! Sou inocente, gente... Não tentem mais me incriminar! Só quero trabalhar em paz... 
   Sou obrigada a discordar dos senhores, pois me sinto na obrigação de me defender. Respeito os noventa minutos que passam jogando e os outros quinze que aguentam bolando estratégias ou sendo xingados. Mas entendam uma coisa: os tiros de meta doem, ser jogada no chão machuca, e ser difamada... FERE!
   E no fim, quem continua sendo chutada, SOU EU!
   Vou parar de escrever antes que tenha um acesso de raiva e rasgue esse papel. 
Com o pouco carinho que ainda me resta,
                        Jabulani.
 

2 comentários:

Luna disse...

Isso me lembra uma tirinha de 'Fala, Menino!' no qual a garota pergunta: '- você chuta a bola pela grama durante todo esse tempo e ela gosta?', aí o garoto diz algo tipo 'sim!', e ela: '- sua masoquita!'.

É bem irônico, rs.

E obrigada pelo selinho, agradeço! :)

Thizi disse...

ficou engraçado, a bola reclamando.