30 de agosto de 2010

Mentiras, mentiras etc.

10 passaram por aqui
    Se existisse uma lista de frases que mais são repetidas, com certeza "Mentir é errado" estaria no topo. Ouvimos isso de nossos pais, nossos avós, nossos tios e até de nossos amigos. Mas quem nunca mentiu para acobertar um erro, quem nunca mentiu para agradar alguém? E quem nunca mentiu?
    A mentira é tanto arma de ataque quanto uma estratégia de defesa, depende do objetivo. Há quem minta para livrar a cara de alguém, mas existe quem minta para culpar um inocente. Afinal, em toda e qualquer situação existem os bons e os maus, os amigos e os inimigos... e os terceiros, que são neutros. E assim você se pergunta: como assim neutros? Neutros são aqueles que não mentem nem para inocentar o culpado, nem culpar o inocente. 
    Complexo, não?
    Os neutros mentem apenas para si mesmo, se enganado diariamente. O chato que se diz legal, o egoísta que se diz generoso, o metido que se diz humilde e assim por diante. São inúmeras mentiras contadas para se aumentar, ou até para se diminuir. Porque sempre existem os inteligentes que se acham burros, os bonitos que se acham feios.
    Hoje em dia, a mentira é quase um acessório universal, de tanto que é usada. As mulheres, por exemplo, mentem o peso, a idade. Os homens, mentem o número de meninas que "pegaram" em tal festa. Inclusive, a internet tem se tornado o meio mais mentiroso de comunicação. Os bate-papos têm um monte de mentirosos, teclando geralmente com outros mentirosos. Nesse meio tão amado, todo mundo pode ser lindo, ter cara de modelo e ser milionário. Um criança pode ser adulto, um adulto, adolescente e um adolescente, criança. 
     E o mais engraçado é que no fim, eu menti, você, assim como ele omitiu alguns detalhes. Mentir muitas vezes é bem mais fácil do que falar a verdade, porque se a mentira não for descoberta, magoa menos. Assim como errar, mentir já é do ser humano. Já as consequências, variam de acordo com a mentira. São diretamente proporcionais. Pequenas mentiras, menores consequências. Agora, quando as mentiras são gigantescas, a história se torna diferente...
     Na realidade, o problema verdadeiro, está mesmo nas grandes mentiras, tão grandes que exigem mentiras maiores ainda. Assim se formam as teias mentirosas, teias complicadas e difíceis de se desfazer. De mentira em mentira, o nariz do mundo cresce. Se formos pensar bem, nós acabamos mentindo até sobre ter mentido. É um vício, um hábito, um comodismo.
    E, depois de tudo que eu disse, eu te pergunto, caro leitor: esse texto é uma verdade ou uma mentira?
   

24 de agosto de 2010

Fora do ar

4 passaram por aqui
 É impressionante como eu fico fora do ar
Como eu consigo me desligar
Esquecer de tudo, voar
Quando olho para você... ♥
   

15 de agosto de 2010

Boato.

9 passaram por aqui
1 ° Lugar - ONCE UPON A TIME *-*  
    
    Me ferrei
    Pensou Zoey, engolindo a barra de cereal e correndo porta afora. Precisava correr mais que seu pés se quisesse chegar na escola a tempo e ainda salvar o namoro da amiga. Também, por que tinha que acreditar em um boato idiota e colocá-lo no jornal da escola? Um boato que difamava Eric, que por acaso é o namorado de Melissa - a amiga em questão.
    Burra, besta quadrada, anta, um arsenal de xingamentos pipocava em sua cabeça perturbada. Zoey já não sabia que horas eram, quantas quadras ainda precisava correr, nem se estava viva. Só sentia uma dor horrível nos pés e muita raiva de si mesma. 
    - Calma, você vai dar um jeito, Zoey. Respira fundo. - falou, tentando raciocinar. - É só falar com ela e evitar uma catástrofe... Calma. 
    Pegar um ônibus estava fora de qualquer questão - todos já haviam passado - então tirou as sandálias e começou a correr descalça. O chão pegava fogo por causa dos quarenta graus que fazia aquela tarde. Isso obrigou-a a correr mais rápido. O que não era de tudo mal. 
    Chegou ofegante ao refeitório. 
    - Eu nunca fiz nada disso! - ela ouviu Eric berrar. Tarde demais. - Nunca dei uns amassos na Jéssica! Eu nem sei quem é Jéssica! 
    - Não acredito em você. - disse Melissa, irritada. 
    - Mas Mel! Eu juro... - insistiu, quase chorando. - Pôxa, Melissa, você sabe que eu te amo!
    - Não sei se eu sei o que você disse que eu sei. - enrolou a língua. 
    - É verdade, Mel. - intrometeu-se Zoey - Ele nunca deu uns amassos em ninguém. Bem.. talvez em você, né?  
    - O quê?! - berrou Melissa. - Você... INVENTOU?
    - Não exatamente... - refletiu Zoey, confusa - Me desculpa, Mel... - sussurrou, quase chorando também. 
    - Eu quase terminei meu namoro e quer que eu te desculpe?! - repetiu, incrédula - Argh! Eu te odeio, Zoey Stryder! 
    E Melissa saiu patinhando pelo corredor. Zoey ficou sem a amiga, mas pelo menos conseguiu salvar o namoro. Era um consolo. Quer dizer, Eric parecia bobão demais para terminar por ofensa moral - seja lá o que isso queira dizer. Na verdade, ele era bobão demais para qualquer coisa. 
    - Aí, Zoey. - gritou ele, se aproximando. 
    - Que foi, Eric? - ela perguntou, impaciente. 
    - Sobre aquela história de dar uns amassos... - falou ele - A Jéssica beija muito bem. 
    Vendo Zoey empalidecer à medida que descobria que o boato era verdade, Eric recolheu os livros do armário e continuou a caminhar pelo corredor. Nos lábios, um sorriso cheio de malícia e segundas intenções.



           Post dedicado a Anny, minha melhor amiga em todos os momentos ♥

14 de agosto de 2010

Just love

6 passaram por aqui


    Era alucinante e perigoso. 
    Tudo parecia conspirar contra meus princípios. Se bem que sentir os braços de Ian deslizando por minha cintura, desenhando corações em minha costas, me deixava louca a ponto de fazer com que eu detestasse todos os princípios.
    Com certeza uma armadilha sem saídas, planejada com meses de antecedência. Quer dizer... Ian sabe que eu amo jantares à luz de velas. Também sabe que adoro strogonoff e coca-cola. Mas, acima de tudo, sabe que o amo demais. 
    - Eu tenho faculdade amanhã - sussurrei. 
    - Eu também. 
    E quem se importa?!, minha mente gritou, como um aviso de "cale a sua boca, garota idiota!". Que se danem meus princípios! Só eram bonitinhos em filmes água com açúcar, onde os atores não se amavam de verdade, só atuavam. Beijo técnico.
    Abri um botão de sua camisa. Ele sorriu, o gosto da vitória nos lábios. Suspirei, abrindo outro botão. E mais outro. Até que por fim, a camisa branca caiu no chão. 
    - Eu te amo, Allyson. - ele murmurou, procurando o zíper do meu vestido. 
    - Eu também te amo. - respondi, sorrindo no escuro.
    A definição de noite perfeita..., pensei, suspirando outra vez. Em uma manobra complicada, tirei as sandálias prateadas. Ian riu, beijando meu pescoço e meus ombros. Meu corpo todo tremeu. Chutei as sandálias e voltei a por as mãos em sua pele absurdamente macia. 
    Ele achou o zíper.
    - Quer que eu pare? - perguntou, com a voz sedutora. 
    - Não mesmo. - respondi, ofegante. Sua boca não deixava a minha. 
    - Hmm... - sibilou em meu ouvido. 
    O fechecler voltou a descer.Olhei para seus olhos refletindo a pouca luz do abajur. Um azul assustadoramente profundo. Fiquei tonta.
    - Parece tão mais fácil nos filmes. - confessei, envergonhada. 
    - Confie em mim. - pediu, docemente. Um pedido difícil de recusar.
    Fechei os olhos e deitei na cama. O hálito dele soprando em meu rosto era inebriante. Me aproximei mais. Seu corpo pesou sobre a cama. 
    - Eu confio. - repliquei, beijando sua boca. 
    E com um baque surdo o vestido caiu no chão.


"Let's go all the way tonight,
No regrets, just love
We can dance until we die,
you and I, we'll be young forever"
 Teenage dream - Katy Perry   
  
     
Terceiro lugar - Palavras Mil
Notas da autora
- É o primeiro conto nesse estilo que faço, então me desculpem se saiu estranho, exagerado ou coisas do tipo. 
- Pauta para o  Palavras Mil (ou seria Mil palavras?)
- Evitei mais detalhes porque não me considero madura o bastante para escrever mais do que já escrevi.

7 de agosto de 2010

Sentimentos que nunca morrem

2 passaram por aqui

     As malas abarrotadas estavam encostadas na parede pálida do aeroporto. Sentada a seu lado, Dona Henrietta enrugava a testa, lutando para descobrir o que era check-in. Na época dela, as palavras estrangeiras não eram tão comuns. Ôxa, pensou, Que pinóia! 
     Henrietta levantou-se com cuidado e desamassou a saia de pano que vestia. Ainda resmungando mentalmente, recolheu as malas e caminhou com passos miúdos , parando ao lado de um senhor que descansava, com os cotovelos pontudos fincados no balcão da cafeteria. Ele falava com a garçonete, sua voz era doce e calculada, quase uma melodia. Ele tecia elogios ao belo cabelo loiro da moça. 
      - Pode me arrumar um café? - perguntou Henrietta, tímida. 
      - Claro. - a loira respondeu, sumindo no fundo do estabelecimento. O senhor se remexeu na cadeira, parecendo irritado. Se foi por causa da moça, a irritação pouco durou, pois ela logo apareceu, trazendo uma xícara fumegante nas mãos. - Aqui está, senhora. 
      - Henrietta. - corrigiu, sorrindo. 
      - O que deseja? - perguntou a moça, se dirigindo a um cliente que acabara de entrar. 
     Vendo que perdera a ouvinte, o velho recolheu as malas que descansavam a seus pés e saiu pela porta da cafeteria, com a expressão carrancuda. Henrietta acompanhou-o com os olhos até que sumisse nas portas de vidro da loja de presentes. Foi então que percebeu que seus dedos queimavam, pregados na xícara muito quente. Retirou-os rapidamente e voltou a mergulhar em pensamentos. 
     Metade deles era interrompida pelo rosto daquele senhor. 
     E a outra metade, era sobre ele. 
     Sem conseguir encontrar uma razão para aquele interesse repentino, a velhinha engoliu o café - sem se importar quando queimou a língua - e saiu apressada, se lembrando do voo que partiria dali a quarenta e cinco minutos. Queria chegar ao avião com tempo.
     Acabou encontrando uma funcionária que guiou-a até o check-in. Um homem jovem estava atrás do balcão. Ele foi simpático durante o atendimento, mas ao mesmo tempo distante e profissional, fazendo dos agradecimentos daquela velhinha um nada enorme.
     - Sente-se ali - ele apontou um grupo de cadeiras vermelhas - e espere. Seu voo logo será chamado. 
     - Agradecida. - ela disse, num sussurro.
     Henrietta passou pouco mais de quinze minutos esperando. 
     Quando seu voo foi chamado, ela recolheu as malas do chão e caminhou para a porta de vidro automática. Pensando mais uma vez naquele senhor, sorriu para o chão cinza e deu adeus à lembrança. Relutante, mas deu. Porque, no fundo, sabia que era tudo o que podia fazer.
    Em uma explosão intuitiva, acabou compreendendo o que aquele interesse repentino significava. Um frio lhe percorreu a espinha e seu coração acelerou. Dona Henrietta tentava entender como alguns sentimentos nunca morrem. 
    Mal sabe ela que alguns sentimentos não podem morrer.
    Corando, a velhinha se perguntou o que a neta de quinze anos acharia se descobrisse que sua avó de oitenta e dois estava apaixonada.
    É... sorte que os sentimentos ainda não falam. 

Notas da autora: essa história me perturbou a mente a semana inteira, mas só consegui escrevê-la hoje. O pior, é que no fim, acho que ficou meio chata... :( 

Ao som de Unwritten - Natasha Bedingfield


5 de agosto de 2010

Fim de página

0 passaram por aqui
    Oii! Vim aqui dar alguns avisos... 
 ~ Esse mês provavelmente vou postar menos. Minhas aulas voltaram e tenho que estudar muito.
 ~Estou escrevendo uma história junto com minha amiga Thatz, do blog O Diário. Sairá primeiro no dela, mas em breve estará aqui também.
    Beijos de chocolate mentolado 
    ♥ Garota ♥