14 de agosto de 2010

Just love



    Era alucinante e perigoso. 
    Tudo parecia conspirar contra meus princípios. Se bem que sentir os braços de Ian deslizando por minha cintura, desenhando corações em minha costas, me deixava louca a ponto de fazer com que eu detestasse todos os princípios.
    Com certeza uma armadilha sem saídas, planejada com meses de antecedência. Quer dizer... Ian sabe que eu amo jantares à luz de velas. Também sabe que adoro strogonoff e coca-cola. Mas, acima de tudo, sabe que o amo demais. 
    - Eu tenho faculdade amanhã - sussurrei. 
    - Eu também. 
    E quem se importa?!, minha mente gritou, como um aviso de "cale a sua boca, garota idiota!". Que se danem meus princípios! Só eram bonitinhos em filmes água com açúcar, onde os atores não se amavam de verdade, só atuavam. Beijo técnico.
    Abri um botão de sua camisa. Ele sorriu, o gosto da vitória nos lábios. Suspirei, abrindo outro botão. E mais outro. Até que por fim, a camisa branca caiu no chão. 
    - Eu te amo, Allyson. - ele murmurou, procurando o zíper do meu vestido. 
    - Eu também te amo. - respondi, sorrindo no escuro.
    A definição de noite perfeita..., pensei, suspirando outra vez. Em uma manobra complicada, tirei as sandálias prateadas. Ian riu, beijando meu pescoço e meus ombros. Meu corpo todo tremeu. Chutei as sandálias e voltei a por as mãos em sua pele absurdamente macia. 
    Ele achou o zíper.
    - Quer que eu pare? - perguntou, com a voz sedutora. 
    - Não mesmo. - respondi, ofegante. Sua boca não deixava a minha. 
    - Hmm... - sibilou em meu ouvido. 
    O fechecler voltou a descer.Olhei para seus olhos refletindo a pouca luz do abajur. Um azul assustadoramente profundo. Fiquei tonta.
    - Parece tão mais fácil nos filmes. - confessei, envergonhada. 
    - Confie em mim. - pediu, docemente. Um pedido difícil de recusar.
    Fechei os olhos e deitei na cama. O hálito dele soprando em meu rosto era inebriante. Me aproximei mais. Seu corpo pesou sobre a cama. 
    - Eu confio. - repliquei, beijando sua boca. 
    E com um baque surdo o vestido caiu no chão.


"Let's go all the way tonight,
No regrets, just love
We can dance until we die,
you and I, we'll be young forever"
 Teenage dream - Katy Perry   
  
     
Terceiro lugar - Palavras Mil
Notas da autora
- É o primeiro conto nesse estilo que faço, então me desculpem se saiu estranho, exagerado ou coisas do tipo. 
- Pauta para o  Palavras Mil (ou seria Mil palavras?)
- Evitei mais detalhes porque não me considero madura o bastante para escrever mais do que já escrevi.

6 comentários:

Ariane Roscéli @' disse...

Leeti, amei seu texto. Não foi extrapoladinho mas também não ficou sem graça e bobinho. Parabéns
*---*'

@juusep disse...

Nossa que lindo :O

Thais Cristina, disse...

Falou tudo o que queria sem ser bobinho demais e ao mesmo tempo sem ser vulgar!
Sutil, essa é a palavra.
Muito bom mesmo *-*

missthay.blogspot.com

mila disse...

Nossa, estava ouvindo essa música da katy perry AGORA, juro! uehauhea. Adorei o texto, sério. Como a thais disse, não ficou bobinho demais nem vulgar. beijos! :*

DILERMArtins disse...

Mas bah, guria.
Parabéns e boa sorte, ficou ótimo.
Abração.

Riita disse...

Ficou lindo msm *-*, vooc escreve muiiiito :)