22 de setembro de 2010

Onde eles estão?

2° lugar - Bloínquês (Edição Opinativa)
    A opinião sempre foi direito de todos. Mesmo o regime militar, por mais repressivo que fosse, não conseguiu impedir a UNE, assim como Collor não evitou o impeachment e Jango, o golpe militar de 1964. Tudo porque o povo sempre impôs sua voz, exigiu seus direitos.
    E, mais que isso, sempre deu um jeito de ser ouvido.
    Mas onde estão os caras-pintadas hoje? Onde estão os estudantes, o povo que queria mudanças? A verdade é que estão em algum lugar dentro de todo mundo, só que as portas desse lugar já se cansaram de abrir, já não têm mais forças para se destrancar.
    Agora, 2010, ano das eleições. Todos vão a suas zonas eleitorais dar sua opinião, seu voto. Mais por obrigação que por vontade, o que é realmente irônico já que ao longo da história as pessoas sempre desejaram e lutaram por essa liberdade de escolha, esse direito. Porém o desejo se desgastou, e o direito se tornou um peso, um estorvo. 
    A obrigatoriedade de voto faz sentido até certo ponto. É verdade que todos devem votar naqueles que querem ver governando seu país, mas existem apenas possibilidades de aquele candidato ganhar. São chances, não garantias. Por isso, o eleitor desanima de votar, porque se vai contra a maioria, sabe que vai perder. 
    Assim chegamos a um ponto de discussão: Se existe na urna a opção de votar nulo, qual o problema de votar? Tudo acontece em uma sequência: Campanha eleitoral, estatísticas, domingo, acordar, ir à zona eleitoral, votar, esperar resultados, ver seu candidato perder/ganhar, torcer para aquele candidato - sendo seu escolhido ou não - mudar o país.  
    Mas é desanimador não ver nada acontecer. E se nada acontece, para que votar? Para que tentar mais uma vez? Para que ter esperanças? 
    E inevitavelmente volta-se à obrigatoriedade de voto. Sim, ela deve existir. Porque se votasse só quem quisesse, muito provavelmente não haveriam tantos votos como há. Não há contradições, nem democracia versus obrigação, há apenas a necessidade.
    Isso até o dia em que todos decidirem deixar seu cara-pintada voltar à tona e votarem nulo. 
    E eu pago para ver quem terá a coragem de mudar.




Notas da autora: É, finalmente deixei meu lado brasileira revoltada falar. E me sinto otimamente ótima. Há tempos venho querendo dizer o que estava entalado em mim. E eu disse. 

3 comentários:

Ariane Roscéli @' disse...

E falou bem, Leeti.
Confere o video da Dilma lá> http://alokahofficial.blogspot.com/

Beeijos ;*

Italo Stauffenberg disse...

adoro quando blogueiros falam de política! Sorte com sua pauta! Acho que farei a minha ainda!

Besitos!

Daninha disse...

Sei que não devemos generalizar, porém ver toda essa palhaçada na política me faz perder as esperanças de que alguém pode mudar algo.
Viste o horário eleitoral? Aquilo está mais pra programa de humor -.-'
E isso é deprimente.
Beijos e primeira vez aqui no seu blog, gostei muito (: