30 de setembro de 2010

Send It On - Parte II

    Não sei se inocência era a palavra certa. Talvez burrice soasse melhor. 
    Por que mesmo achei que minha mãe me entenderia? 
    Inúmeros eram os motivos para ela concordar comigo, mas ela usou o único que era contrário: eu era menor de idade. Tudo bem, era um bom motivo, concordo. Mas ela não podia só uma vez na vida ser minha mãe e não minha psicóloga? Pôxa, eu não preciso da confirmação da minha loucura, eu já tinha certeza dela. 
    Deixe-me explicar uma coisa sobre Nora Sttanford. Nascida e criada por pais cristãos, aprendeu que o amor não tem idade e para ele não existe distância. Manteve-se fiel à essa filosofia até conhecer Rogério dos Santos, mineiro, 45 anos atualmente. Namoraram por cerca de dois anos antes de ela engravidar de Yasmin Sttanford dos Santos, 15 anos e dois meses desde janeiro de 2010. 
    O casal feliz viveu nas nuvens por dois meses, até minha mãe descobrir que meu pai tinha fortes tendências adulteras. Ou, nas palavras dela: "Era um galinha sem coração". 
   E quanto a mim, prefiro não me pronunciar sobre isso.
   Fazer soar como notícia de jornal é um elogio comparado ao escândalo que foi quando ambas as famílias souberam da separação. Eu mesma chorei por... sei lá, um ano.
  Não moro com a minha mãe porque meu pai tem minha guarda, coisas judiciais, não entendo direito. E hoje sou obrigada a chamar de pais minha madrasta e ele. 
   Voltando ao que eu dizia...
   Minha mãe agora acha que eu pirei, enlouqueci de vez. 
   Perfeito, ótimo, maravilhoso. 
   Ian... Eu precisava falar com ele, ouvir sua voz.
   Peguei o celular, disquei na velocidade da luz. 
   - Alô? - disse, num sussurro. 
   - Ainda bem. - respondi, aliviada. - Estamos com problemas sérios. 
   - Pode falar. 
   - Minha mãe também não concordou comigo. Já não sei mais com quem falar. 
   - Eu sei. 
   Ele ditou um telefone que anotei no braço. 
   - Hmm... - hesitei - Ian?
   - Fala, minha morena. - senti que ele sorria. 
   - Eu te amo, viu?
   - Também te amo. 
   Desligou.
   Olhei o telefone anotado com canetinha no meu pulso. Tecla por tecla passei o número para o celular, rezando para não errar nenhum número. Assim que terminei, apertei o botão de chamada. 
   Três toques depois uma voz forte atendeu. 
   - Alô?
   Arregalei os olhos, assustada. 
   Aquela voz, a rouquidão. 
   Era ele.     


Notas da autora: Agora que comecei, vou terminar essa história. Mas se ela estiver confusa, estranha ou qualquer coisa parecida, por favor me avisem. A opinião de vocês é muito importante para mim. Ah, e assim que der eu posto a terceira parte de Sentimentos que nunca morrem, tá?

3 comentários:

A escritora sofrida disse...

ameii prima
bjs

Ariane disse...

snif *----*'

Nina Auras. ♥ disse...

Nossa, quem é a voz com a rouquidão? QUEM? #morriaqui

Olha só, dona Letícia, você não demora pra atualizar viu? KKKKKKKK, lindo aqui e adorei o texto. Meus parabéns :3