10 de setembro de 2010

Pais vs Filhos

1° Lugar - Bloínquês - (Edição Opinativa)
"A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser criadora de coisa alguma, apenas destruidora."
(Benedetto Croce)

   Vivemos em um mundo fragmentado, divido entre ricos e pobres, negros e brancos, poderosos e submissos. Infelizmente, o mundo está começando a se subdividir. E essa subdivisão não está agradando ou nem está sendo aceita. Afinal, o que fazer quando a sociedade se divide entre pais e filhos? 
    Tudo começa com um rompimento do horário imposto pelos pais. Em seguida, vem o castigo, porque o filho precisa ser punido. Mas o filho simplesmente resolve fugir do castigo. Os pais então se desesperam, se perguntando onde erraram, o que podiam ter feito para que isso não acontecesse. Mal percebem que o filho criou uma personalidade revoltada porque adolescentes muitas vezes são revoltados, querem quebrar regras só para provar que podem tudo. Aí entram as drogas, o álcool e sexo. Surgem as DSTs, as overdoses e mais uma vez os pais se enchem de culpa. 
    E inevitavelmente os dois lados, mesmo divididos, acabam sofrendo da mesma forma.
    Então, outros pais resolvem não cometer o mesmo erro e criam seus filhos na base do tapa. É a velha história "Se fizer isso apanha". O resultado disso são filhos reprimidos, emocionalmente mal resolvidos, com medo de mostrar os sentimentos. O mais estranho é que esses parecem ser os filhos que mais amam seus pais. Por quê?
    Simplesmente porque o ser humano não sabe dar valor ao que tem. 
    Os pais estão sempre em busca da melhor criação. Os que julgam errado a ideia de bater, partem para o diálogo. Mas quando o filho chega a adolescência, eles sentem que tomaram a decisão errada, porque criaram uma pessoa que não os respeita, não os obedece e os trata como um amigo qualquer. Talvez até pior que isso. 
    Pois pais, digo que não fizeram errado em tentar uma criação sem violência, seus filhos é que  acabaram desaprendendo a dar valor. Digo isso porque eu mesma acabo esquecendo o quanto devo a minha mãe. Ela nunca bateu em mim. Mas as pessoas costumam estranhar a bondade, a compreensão. É uma coisa explicável, levando em conta que hoje o amor parece praticamente extinto - não só entre namorados, como entre amigos, colegas, irmãos. A inveja, o ciume e a busca pelo poder têm superado o carinho. Têm dominado o mundo. 
    No fim, todas as criações são falhas. A perfeição entre os mortais não existe. Não precisa-se de um adolescente perfeito, apenas de alguém que tenha orgulho de quem é, de quem foi e de quem pretende ser. E que, acima de tudo, seja grato ao que tem. 
    O pais não são tão diferentes dos filhos. Até porque um dia os filhos serão pais. Pode-se até tentar vence-los jogando isso na cara deles, mas não costuma adiantar. A convivência não pode ser uma guerra. Guerras terminam em mortes. E quem ama nunca ia querer isso.
    Bom... pelo menos não de verdade.


3 comentários:

Italo Stauffenberg disse...

Rapaz, esse tema é tenso!

eu não sou a favor do espancamento mas acho válido que os pais corrijam os filhos quando necessário!

o filho é do pai e da mãe ou do governo?

Bjo.

Feliz pq gostou dos selos. Vc merece!

Romário Reat disse...

Que foto sexy, a foto do perfil. MLKSAMASLKASMASLKMASLK Na minha opinião os pais deveriam queimar os filhos desobedientes vivos, ou arrancar a medula da estrutura óssea deles. '-'

Irene Moreira disse...

Leeti
Perfeito, não tem como ditar muitas regras essa éa realidade. Não importa a forma o importante é que estamos aqui construindo o nosso mundo e não surgiu do nada - alguém nos deu o impulso inicial.
Parabéns pelo 1º lugar ultra merecido.

BJS