19 de outubro de 2010

A base do amor

1 ° Lugar - Bloínquês (Edição Opinativa)

O mundo está rodeado de amantes. Apaixonados, vivendo em um mundo de rosas e flores vermelhas. Infelizmente - sim, muito infelizmente -, muitas vezes eles são taxados de idiotas, burros e cegos. Acusados de esquecer a realidade, de inventar uma idiotice para escapar da verdade da vida.
    Mas não, o amor nunca foi e nem vai ser válvula de escape ou alienação de mentes vazias.
    O amor é simplesmente um sentimento. Um sentimento especial, mas ainda assim, um sentimento. E ele não é problema, o problema mora no modo que as pessoas encontram para lidar com as sensações avassaladoras que o acompanham.
    E quem é você para falar de amor?, vocês se perguntam.
    Pois essa que vos fala, está apaixonada há muito tempo. Apaixonada sem ser correspondida, mas encontrando motivos para continuar sentindo o que sente agora. Dois anos atrás, ela conheceu um garoto meio diferente, mas muito especial. E desde então, encontrou várias razões para ver nele o que não havia visto em ninguém até aquele momento.
    E ela encontrou vários motivos. Entre eles, dez se destacaram.
    O primeiro deles, foi o modo como dizia tudo no silêncio. Conseguia tirar mais palavras do vazio do que a maioria tenta dizer com a voz. Era quieto por ser, não por obrigação. E isso era impressionante, assustador e intrigante, tudo ao mesmo tempo.
    Em segundo lugar, ficava o fato de que ele sorria sem mover os lábios, sorria com os olhos. Nunca precisava de gargalhadas para rir. Sua felicidade se prendia no breu de seu olhar. Além disso, escondia-se sob uma máscara misteriosa e intransponível. Era difícil saber quando sua ironia era verdadeira, quando era apenas uma forma de se esconder de motivos maiores. Ou quando não era uma coisa nem outra.
    Suas lágrimas, eram sempre transparentes e destemidas. Nunca caíam por consolo, por mentira ou por sofrimentos fúteis. Só apareciam quando eram frutos de uma dor verdadeira, de uma angustia maior que seu próprio ser. Sua voz era leve e medida. Raramente dizia algo só por dizer. Sempre escondia um segundo sentido, ou uma ideia meio louca por trás dela.
    A sexta razão, era - e é - o motivo mais estranho, porém o mais forte de todos: Ele nunca olhava diretamente nos olhos dela. Encontrava outra coisa em que fixar seu olhar, sem nunca trocar um olhar direto. Parecia esconder um segredo por trás de seus olhos perdidos.
    O oitavo motivo da lista, era que raramente o via com amigos. Soava tão anti-social e ao mesmo tempo tão especial, exclusivo entre os tantos outros garotos, que viviam se estapeando, brincando de coisa estranhas, ridículas.
    E, a mesma menina que começou esse texto, descobriu que o amava por suas esquisitices, suas manias estranhas e seu jeito de andar. É, talvez as três coisas não tenham uma conexão real, mas acabaram se tornando a base para que os outros motivos se sustentassem. O amor é mesmo um chão fixo sustentando em um malabarismo os outros tantos defeitos ou as qualidades.
    É a lei da vida.
    Por isso, o fato de a cada dia ele ter uma opinião diferente, mas sempre sustentada pelo mesmo principio, só fez com que se tornasse mais diferente. As diferenças de opinião formam a mente humana, criando dentro de nós um manual, uma base sobre a qual as opiniões se formam.
    O décimo motivo foi o mais absurdo e inesperado de todos: Ela nunca descobriu que músicas haviam no seu Mp4. Era um motivo diferente, uma obsessão por músicas, talvez até uma paranoia. Mas quem não as têm?
    Por isso eu, a garota apaixonada, falo do amor.
    Evitar a primeira pessoa é costume de quem esconde o que sente para os outros, mas não esconde si mesmo. A realidade dos amantes que rondam o mundo é essa: buscar motivos, razões, fatos concretos que mantenham vivo um sentimento que é bastante abstrato.
    E afinal, o que é o amor, além de uma lista de motivos meio bobos, mas completamente verdadeiros?

Desculpem de verdade pelo tamanho do texto. Mas eu fui escrevendo, escrevendo e quando vi, já estava desse tamanho :) De qualquer forma, espero que gostem *-* Beeeeeeijos ♥



5 comentários:

Nina Auras disse...

Meus Deus, Leeti! Que texto lindo! Ai, meu Deus! Eu estou aqui, quase morrendo, e por sua culpa. Se eu for internada, vou REALMENTE dizer que é culpa do seu texto. Juro-te que desculpo o tamanho, com toda a sinceridade do mundo eu o desculpo! HAHA.

Texto lindo e agradável de ler. Sim, realmente temos muitos motivos bobos para nos apaixonar cada vez mais por uma pessoa, mas não tão bobos se comparados ao sentimento que eles nutrem - completamente verdadeiros, como você disse. Lindo, lindo e mais lindo. A-do-rei.

Marcos disse...

Simplesmente amei o texto. Amei também os motivos!

Seguindo...

Isabela Branco disse...

ah,mas não importa o tamanho se o texto for bom né? hehe lindão :*

Thais Cristina, disse...

O texto me fez lembrar da música 7 things, da Miley *-*
Muito romântico e os motivos não são bobos! rs

Naty Araújo disse...

Mereceu!
Sério.. tava óóótimo.

Agora vamos ver se este recado vai rsrsrs

Biejos