29 de dezembro de 2010

Em 2011.

6 passaram por aqui
 

Eu vou...
1 - Comer menos pirulitos 7 Belo, porque já engordei 2 quilos por culpa deles.
2 - Ir mais à Igreja, preciso muito de Deus
3 - Cuidar das minhas unhas, que estão um lixo 
4 - Cortar meu cabelo - depois de dois anos - e fazer escova inteligente. 
5 - Terminar meu namoro com o computador para estabelecer um relacionamente com meus livros da escola. 
6 - Ser menos pavio curto - talvez assim mantenha minhas amigas por mais tempo. 
7 - Segurar minha lingua dentro da boca, mesmo quando ela estiver coçando MUITO.
8 - Parar de provocar minha mãe, nem que isso me custe minha reputação de chata
9 - Deixar o sarcasmo num canto mais escondido e me concentrar no carisma
10 - Ser mais sociável, aguentando até as pessoas que me matam de preguiça
11 - Guardar melhor meus segredos - e os dos outros também, obrigada
12 - Aprender a tocar Guitar Hero no nível médio
13 - Ganhar do meu primo em uma briga de galo. 
14 - Demorar mais de dois dias para ler um livro, por mais que ele seja maravilhosamente ótimo e perfeito
15 - Amadurecer o suficiente para não sucumbir à vontade de apagar esta lista.
Amém.

Pauta para a 14ª semana do projeto Entrelinhas, parte da gincana de fim de ano

24 de dezembro de 2010

Wish

4 passaram por aqui
2º Lugar - Blorkutando 
Nevada, 23 de dezembro de 2010

Querido, 

    Estranho não lhe chamar pelo nome que por tantos anos insisti em repetir. Papai Noel. Simplesmente não faz mais sentido para mim. Sou uma mulher agora, acredita? Tantos e tantos anos acreditando no senhor, e tudo se foi em questão de segundos, quando fui apresentada à verdade de que Noel não passava de um homem com barriga falsa e barba de plástico. Não me lembro de ter tido reação, apenas de ter retirado a meia rendada de cima da lareira e guardado o leite na geladeira e os biscoitos na lata. Mas eu superei você em pouco tempo, e não me doeu, ainda bem.
    Noel, deve estar se perguntando o que venho lhe pedir dois dias antes do Natal. Com certeza deve imaginar que não é algo que caiba em um papel de presente. Na verdade, é uma coisa tão simples e tão especial que nenhum embrulho seria capaz de aumentar sua beleza. O que eu quero, Papai, é que apareça de verdade nesse Natal. Não somente por intermédio dos fantasiados do supermercado e do shopping. Não apareça em pessoa, mas em espírito. Resgate o verdadeiro Natal, e faça renascer a felicidade das crianças.
    Ah, se o senhor soubesse... ontem mesmo cheguei ao quarto de minha filha Mary - minha queridinha de apenas oito anos - e ela estava no computador, paquerando um garoto com quase o dobro de sua idade. Ela mentiu, Noel! Disse ter quinze anos. Simplesmente permitiu que a inocência fosse embora, sem ao menos dizer tchau a ela. Mary quis que sua inocência fosse embora.
     E eu não consigo deixar meu anjinho perder o que tem de mais precioso. A infância.
     Faça isso por mim, Noel. Sei que o senhor pode. Reviva o espírito de Natal, e traga-o a nós. Acenda as luzes de sua árvore e encha-a de presentes. E traga minha Mary de volta, como toda sua meiguice e sua alegria. E sem namorado, por favor.
     Serei-lhe eternamente grata.
Lindsay

20 de dezembro de 2010

Obaa *---*

6 passaram por aqui
Mais selinhos super lindos e mega fofos, indicados pelo Italo, do blog Manuscrito

E os selinhos vêm acompanhados de uma perguntinha:  
P:Qual a coisa (pessoa, objeto, o que quiser) mais complexa que você já admirou?
R:O amor de Deus, com certeza. Quer coisa mais complexa e maravilhosa?
 


CAAAALMA AE que tem mais um selinho


E meus indicados são...
SUSPENSE
- ARTeiro, por Dilermano martins 
- Mundo Adolescente, por Helen Oliveira
- Disintegration, por Jack
- Só podia né?, por @Juusep

Vou acrescentar dois selinhos de última hora, indicados pela @juusep, do blog Só podia, né?

 
E os meus seis indicados são:
- #AEscritoraSofrida, com seu Histórias, Histórias
- #SraOpiniao, com seu I Think So...
- #NinaAuras, com seu Milk in Desktop
- #Thatz, com seu O Diário
- #Leeh, com seu Segredos do meu Fichário
- #NatyAraujo, com seu Revelando Sentimentos

17 de dezembro de 2010

My first kiss

3 passaram por aqui
- Quanto tempo, Mack. 
     Nathanny falou, entrando na cozinha. Enrolava a ponta do cabelo nos dedos, mordendo os lábios. Era um tarde fria de novembro. Nevava. Preparei um chocolate quente para nós dois, na tentativa de diminuir a tensão e o constrangimento que nos invadiam. Mas era impossível. Nathanny ainda me olhava estranho, meio torto. 
     Baixei os olhos, corando.
    - Agora você cozinha? - ela perguntou com sarcasmo. 
    - Sempre cozinhei. 
    - Ah. 
    Silêncio. 
    - Nath, o que aconteceu para que acabássemos assim? Quer dizer, éramos amigos antes. Por que não somos mais, hein? 
    - Ah, Mack. - deixou meu nome escorregar por sua língua, como se quisesse sentir seu gosto. - Você é mesmo um idiota! Como pôde esquecer? - riu, divertindo-se - Anos atrás, naquele píer. Nosso primeiro beijo, lembra-se? Foi a experiência mais esquisita da minha vida! Mordemos a língua um do outro, babamos. Éramos tão pequenos! Mal sabíamos o que fazer...
    Lembrei-me do que ela falava. Realmente foi uma experiência estranha - e completamente maravilhosa, eu diria. 
    Trouxe o beijo à memória. Estávamos os dois sentados no píer, comendo o chocolate que restara da Páscoa. Ano de 1983. Ríamos da cara lambuzada um do outro. Então falei a ela que tinha visto um filme em que os protagonistas comiam a boca um do outro. E o mais estranho é que eram felizes por isso. Nathanny apontou para mim e berrou:
    - Rá rá, Mack não sabe o que é um beijo!
    Fiquei vermelho, morto de raiva. Nath ria, olhando para mim. Era a menina mais bonita que já tinha visto. Tinha cachos castanhos que lhe cobriam o rosto e olhos gigantes que davam um ar de boneca a ela. Fazia muito sucesso entre os meninos. Mas era minha amiga, e isso ninguém podia tirar de mim. 
    Subitamente me acalmei, pensando que independentemente de quantas besteiras eu falasse ela continuaria ali, ao meu lado. Sorrindo com seus lábios de meia lua e seus olhos imensos. Corei, envergonhado. Não devia estar pensando isso, Mack, repreendia-me, irritado. Sorri, achando graça e falei a ela:
    - Eu te amo, Nathanny. Quer casar comigo?
    Para minha surpresa, ela respondeu:
    - Sim, eu quero, Mackenzie
    Depois disso nos beijamos. E, mesmo que tenhamos nos mordido e babado, ambos rimos e lembramos aquele beijo por muito tempo. Até que eu comecei a namorar. Mas naquele momento do beijo, Nathanny estava tão feliz, parecia quase... apaixonada. 
    Ah, não. 
    - Desculpe-me, Nath... - sussurrei, envergonhado. - Não cumpri minha promessa, não foi?
    - Esperei por anos pelo garoto do primeiro beijo. E onde estava você, Mack? Onde?
    - Estava aqui, pensando em você. No nosso primeiro beijo. No único beijo. 
    - Você disse que me amava, Mackenzie. Por que mentiu?
    - Não menti. Eu te amava. Eu te amo, Nathanny. Sempre vou te amar, entende isso?
    Ela esfregou os olhos, incrédula. 
    - Desculpe, como?
    - Isso mesmo. E, a propósito - pigarreei -, Nath, quer casar comigo?
    Nathanny sorriu, caminhando em minha direção. E depois dos seus lábios nos meus, não tenho muitas lembranças. A não ser as daquela tarde, naquele píer, lambuzados de chocolate...

"Like a little school mate
In the school yard
We'll play jacks and uno cards
I'll be your best friend
And you'll be my valentine
Yes, you can hold my hand
If you want to"
- Big Girls Don't Cry - Fergie -


Pauta para a 12ª semana do projeto Entrelinhas, parte da gincana de fim de ano. Espero que curtam

12 de dezembro de 2010

About [2]

2 passaram por aqui
Oi pessoas, vim dar uns avisinhos básicos. O primeiro deles é que por mais que eu queira, não vai dar para eu postar com MUUUITA frequência nessas férias. Por quê? Simplesmente porque minha melhor amiga inspiração me abandonou (Sniff). Portanto, me verão um pouco menos do que estão me vendo - que já não é muito. De qualquer forma, a diva Hellen Oliveira, do blog Mundo Adolescente, me mandou esses lindos selinhos:

 
 

Que por acaso vêm acompanhados de um meme. Tenho que falar dez coisas sobre mim. Vejamos...
   1 - Sou a menina mais sorridente que conheço. Rio e sorrio por muito pouco, simplesmente porque me faz bem. Felicidade nunca é demais.
   2 - Leio um livro atrás do outro. Consigo ler por horas seguidas sem ficar cansada, por isso devoro um livro e um ou dois dias, mesmo que tenha 600 páginas.
   3 - Tenho preguiça da escola. Estudo, tiro boas notas, mas tenho pouca paciência para isso. Começo prestando atenção na matéria e termino pensando na morte da bezerra.
   4 - Me estresso fácil. Algumas coisas bobas me deixam irritada pra caramba.
   5 - Detesto que me mandem calar a boca, mas sou a primeira a fazer isso com outra pessoa.
   6 - Gosto do frio. Agasalhos de lã e cachecóis são fofinhos. A-D-O-R-O.
   7 - Assisto filmes de madrugada. Parece-me a melhor hora, porque está tudo em silêncio.
   8 - Amo dormir tarde. Lá pelas 3 ou 4 da madrugada. Talvez mais, até.
   9 - Desenhar é minha maior paixão. A sensação da figura surgindo no papel, a emoção de vê-la pronta. Tudo.
  10 - Posso passar um bom tempo calada, apenas pensando. 

Indico a...:
~ Revelando Sentimentos, por Naty Araújo.
~ Milk in Desktop, por Nina Auras
~ I think so, por Sra. Opinião
~ Miss Thay, por Thais Cristina

3 de dezembro de 2010

Vencer, verbo intransitivo

3 passaram por aqui
"Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence."
Mahatma Gandhi

Afinal, o que é a vitória comparada a milhões de derrotas? Com certeza não é o fim da batalha. Conquistar a vitória só faz com que mais derrotas tentem se suceder, pelas mãos daqueles que muitas vezes dizem estar ao seu lado. Não, eles não estão. E no fim, quem está? 
    Se você respondeu sua família, parabéns. Sente-se rodeado de amor, por isso é vitorioso. 
    Se você respondeu seus amigos, tem sorte. Nem todos tem a chance de encontrar amigos verdadeiros.
    Se você não encontrou resposta, continue a ler esse texto; sinta-se bem-vindo e ouça-me, pois tenho algo a lhe dizer. 
    Meu nome é Letícia; tenho quatorze anos, mas muitas vezes ajo como se tivesse bem mais. Minha mãe diz que sou uma idosa por dentro e uma adolescente por fora, mas às vezes sou tão imatura que me sinto obrigada a discordar dela. Como uma criança ranheta. 
    Nunca tive toda a família ao meu lado. Metade dela se desmantelou quando meu pai faleceu. A outra metade permaneceu no muro desde então. E eu? Fiquei perdida no meio do caminho, que de uns tempos para cá se tornou um campo de batalha. Mentira versus sinceridade. Amor versus ódio. Compreensão versus egoísmo. 
    Eu versus minha decepção
    E por tudo isso, minha maior vitória foi permanecer inabalável no meio da guerra, mesmo nos momentos mais difíceis. Foi ter controle suficiente sobre mim mesma para abraçar minha mãe e dizer: Eu te amo, conta sempre comigo. Foi ser forte o suficiente para não massacrar os fracos, porque eles no fim não tinham a mínima culpa. Foi não culpar o mundo por tudo de ruim que acontecia. Foi sorrir para o céu nublado e ter certeza de que depois o sol apareceria, porque é impossível chover para sempre. 
    Não sou mais nem menos que ninguém por isso. Só sou eu, em meio a mais um monte de pessoas. Partilhamos do mesmo sofrimento, sentimos na pele a mesma chuva, sorrimos para o mesmo céu nublado; e mesmo assim, mal nos falamos. Muitas vezes até nos odiamos, por motivos triviais. 
    Mas, sabe qual é a maior vitória de todas que alguém pode conquistar? Passar por todas as tempestades do mundo, ouvir todos os trovões, sentir sobre si todos os raios e mesmo assim não deixar de acreditar que sobre todos os dias tristes, existe algo muito maior.
    O amor.

Que semana apertada essa minha, meu Deus! Caíram questões nas provas que eu nem sabia como começar a resolver. Fiquei completamente louca! O pior é que segunda ainda tenho a de matemática. Só não choro porque são as últimas do ano. E depois? FÉRIAS! Finalmente, depois de uns nove meses de aula vou poder ter um descanso. Amém. Quanto ao texto, espero que tenham gostado, ganhei o 3° lugar do Blorkutando com ele :) Beijos a quem me escuta e um abraço de urso a quem me lê.