3 de dezembro de 2010

Vencer, verbo intransitivo

"Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence."
Mahatma Gandhi

Afinal, o que é a vitória comparada a milhões de derrotas? Com certeza não é o fim da batalha. Conquistar a vitória só faz com que mais derrotas tentem se suceder, pelas mãos daqueles que muitas vezes dizem estar ao seu lado. Não, eles não estão. E no fim, quem está? 
    Se você respondeu sua família, parabéns. Sente-se rodeado de amor, por isso é vitorioso. 
    Se você respondeu seus amigos, tem sorte. Nem todos tem a chance de encontrar amigos verdadeiros.
    Se você não encontrou resposta, continue a ler esse texto; sinta-se bem-vindo e ouça-me, pois tenho algo a lhe dizer. 
    Meu nome é Letícia; tenho quatorze anos, mas muitas vezes ajo como se tivesse bem mais. Minha mãe diz que sou uma idosa por dentro e uma adolescente por fora, mas às vezes sou tão imatura que me sinto obrigada a discordar dela. Como uma criança ranheta. 
    Nunca tive toda a família ao meu lado. Metade dela se desmantelou quando meu pai faleceu. A outra metade permaneceu no muro desde então. E eu? Fiquei perdida no meio do caminho, que de uns tempos para cá se tornou um campo de batalha. Mentira versus sinceridade. Amor versus ódio. Compreensão versus egoísmo. 
    Eu versus minha decepção
    E por tudo isso, minha maior vitória foi permanecer inabalável no meio da guerra, mesmo nos momentos mais difíceis. Foi ter controle suficiente sobre mim mesma para abraçar minha mãe e dizer: Eu te amo, conta sempre comigo. Foi ser forte o suficiente para não massacrar os fracos, porque eles no fim não tinham a mínima culpa. Foi não culpar o mundo por tudo de ruim que acontecia. Foi sorrir para o céu nublado e ter certeza de que depois o sol apareceria, porque é impossível chover para sempre. 
    Não sou mais nem menos que ninguém por isso. Só sou eu, em meio a mais um monte de pessoas. Partilhamos do mesmo sofrimento, sentimos na pele a mesma chuva, sorrimos para o mesmo céu nublado; e mesmo assim, mal nos falamos. Muitas vezes até nos odiamos, por motivos triviais. 
    Mas, sabe qual é a maior vitória de todas que alguém pode conquistar? Passar por todas as tempestades do mundo, ouvir todos os trovões, sentir sobre si todos os raios e mesmo assim não deixar de acreditar que sobre todos os dias tristes, existe algo muito maior.
    O amor.

Que semana apertada essa minha, meu Deus! Caíram questões nas provas que eu nem sabia como começar a resolver. Fiquei completamente louca! O pior é que segunda ainda tenho a de matemática. Só não choro porque são as últimas do ano. E depois? FÉRIAS! Finalmente, depois de uns nove meses de aula vou poder ter um descanso. Amém. Quanto ao texto, espero que tenham gostado, ganhei o 3° lugar do Blorkutando com ele :) Beijos a quem me escuta e um abraço de urso a quem me lê.

3 comentários:

Thais Cristina, disse...

Amore, desculpa a divulgação, mas é que eu voltei com o blog e tem a continuação do conto!
Se você puder, dá uma passadinha lá?
Muito obrigada.
Beijão!

missthay.blogspot.com

Raíla Guimarães disse...

O amor... Sempre o amor... Tudo vence, tudo espera, tudo crê, tudo suporta. Não desacreditar quando tudo estiver na pior: isso é saber viver.

lindo texto. beijo.

Barbara Nonato disse...

A tua perspectiva é linda; você tem todos os sonhos e todas as condições que precisa dispor para realizá-los: força, coragem e amor! Que tudo se mantenha assim e você JAMAIS esmoreça.