31 de março de 2011

Falha na entrega.

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(Da esquerda para a direita: Bela, eu e Raquel)

"Sexta-feira, 11 de março", meu calendário dizia, olhando nos meus olhos. Suspirei e terminei de vestir a farda, agarrando minha boina como se ela fosse o último rolo de papel higiênico da Terra. Dei bom dia para minha mãe, comi um biscoito e desci para o ponto de ônibus. 
    Dentro do busão, nada de especial. Tirando a minha vizinha chata, dizendo que eu estava linda, pondo e tirando a minha boina. Sorte minha que ela não tinha dormido à noite, então, começou a roncar ali mesmo. 
    Na Pedro Primeiro, engarrafamento. Os clássicos suspiros impacientes. Ah, claro, sem me esquecer do perfume do esgoto frente ao aeroporto da Pampulha e o cheiro de chulé podre da lagoa. Mas, mesmo assim, consegui descer no ponto. 
    Subi a ladeira feito uma louca, tropeçando nos meus pés e sufocando no próprio ar. Mas era a entrega da minha boina e eu não perderia por nada desse mundo e dos outros planetas.  
    Entrei no Colégio Militar - sim, meu bem, eu estudo lá - e corri para o meio dos outros novatos. Cumprimentei minhas amigas cats e me preparei para a formatura. Arreganhei a boca, exibindo meus dentes com resto de biscoito para todo mundo. 
    Tudo corria bem, até que anunciaram a entrega. Um pouco confusa, minha mãe me perguntou: 
    - Cadê a boina pra eu por em você?
    Comecei a chorar, desesperada.
    - Ah, não! Esqueci no ônibus!
    Em algum lugar da cidade, minha vizinha roncava, com uma boina vermelha na mão.

Redação da escola - tirei dez, obrigada ;* Enfim, uma pequena lembrança do dia mágico que foi a entrega da minha boina. Claro que a maior parte da história é fictícia, mas ainda assim, valeu a pena. E, é claro, falar da escola contou muito na minha nota, HAHA'
E sobre What If?... quero que saibam que fiquei SUPER HIPER MEGA feliz com os comentários, é a primeira vez que alguém tem paciência com as minhas histórias. Assim que tiver mais tempo, crio uma mais criativa e menos enrolada. Vou tentar fazer menor, mas não prometo nada, HAHA' :B
AAAH >.<, visitem o blog da minha xará, AQUI.  

26 de março de 2011

What If? - parte final

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Nova York, Estados Unidos

Elas ficavam cada vez mais fracas e distantes. Mesmo se pusessem as mãos sobre meu peito, as batidas de meu coração já seriam baixas demais. Ninguém as escutaria. Fechei os olhos, ouvindo os passos apressados dos médicos e enfermeiros, com seus desfibriladores e injeções. A cada choque, mais distante ficavam os passos e as vozes.
    - May! - uma voz rouca gritou, cortada pelos soluços. - Por favor, fica...
    Mais um choque, dessa vez mais forte. Doeu demais. 
    - Eu te amo, fica... - gemeu baixinho. 
   A voz que vinha de fora era a de Charlie. Um fogo queimou por dentro de mim, como um último esforço de sobrevivência. Alguma coisa em mim tremeu e voltou a bater. Meu coração? 
    - Os batimentos voltaram - ouvi um dos médicos dizer - Graças a Deus... 
    - Ela vai ficar bem! - avisou um enfermeiro a quem quer que estivesse do outro lado dos vidros. 
    - Deixem-na descansar - o médico voltou a falar, mais calmo - E tentem acalmar o garoto lá fora. Senão vamos acabar com outro paciente aqui. 
    E riu um riso gostoso, de quem acabara de vencer uma briga.
.    .    .
Me olhar no espelho foi um choque. Eu estava da cor da camisola do hospital e com olheiras fundas e roxas. Alguns cortes estavam espalhados pelo meu nariz e minha testa, como riscos em um quadro. Peguei uma escova e comecei a pentear meus cabelos, tentando ressuscitar os fios loiros ressecados. Pelo visto ia precisar de ajuda. 
    - Mãe!
    - Me deixa adivinhar - pôs os dedos na testa, fingindo pensar -, seu cabelo? 
    Bufei, irritada com a piadinha. Ela pegou a escova e começou a pentear os cachos, desamassando-os. Quando terminou, o que tinha acima da minha cabeça voltou a parecer meu cabelo. Sorri, satisfeita, e lhe dei um beijo estalado na bochecha. 
    - Vou na lanchonete, tá? 
    Mamãe assentiu e me deu dinheiro. 
    Apertei todos os botões dos elevadores e esperei um abrir. Voei para dentro e pedi o primeiro andar. Ninguém mais entrou comigo, então fiquei me olhando no espelho mais um pouco, assustada com as costelas aparecendo sob a camisola fina. Nunca fui tão magra assim. 
    Já passava das dez da noite, então tudo estava praticamente deserto. Exceto por um menino encapuzado, que lia uma revista qualquer, batendo os pés contra o chão. Tinha o rosto franzido, meio irritado. Parecia contrariado, sei lá. Me aproximei dele e cutuquei seu ombro. Ele olhou para mim e relaxou a expressão. 
    - Oi, May... - sussurrou, como estivesse arrancando uma dor de dentro de si. 
    - Charlie! - exclamei, esmagando-o contra os meus braços. - Mamãe me disse que você estava em casa. E eu não achei que... não achei... AI MEU DEUS! 
    Ele riu, apertando seus braços em volta de mim. Beijou minha testa de me colocou de pé em seus tênis, para ficar da sua altura. Olhou fundo em meus olhos e suspirou, inebriando-me com seu hálito doce. Quis beijá-lo. 
    - Você se lembra, Charlie? - perguntei, pensando em Zorro, em Petalúnia, em tudo... 
    - De quê, prima? 
    Prima? Nada de amor, de boneca, de nada?
    - Você me ama, Charlie? - perguntei, repetindo parte da história de como-vim-parar-aqui. 
    Ele franziu o cenho, nervoso. 
    - Por favor, não cometa o mesmo erro. - murmurei em seu ouvido. - Não faça tudo de novo. 
    Ele crispou os lábios, para depois sorrir. Balançou a cabeça, concordando. 
    - Sim, eu te amo. E sim, eu me lembro. De tudo... Petalúnia, do mar, de como eu me maquiei para parecer Zorro. E, cara, devo admitir, não sei como vocês aguentam com pó-de-arroz e base na cara. Parece massa corrida! 
    Ri, batendo em seu ombro. Meu Zorro estava de volta, então.
    - Então... assim... - mordi os lábios, hesitando - Será que você pode me beijar ou tá difícil? 
    Charlie riu, enlaçando minha cintura. Fechei os olhos e esperei. Ele beijou meu pescoço e meus lábios. Arranhei de leve suas costas, enrolando seu cabelo em meus dedos. Meu coração bateu tão vivo, como nunca antes. Era possível ouvir as batidas, mesmo entre seus braços e seus lábios.
    - Acho que vou te chamar de Zorro de agora em diante. - gemi em seu ouvido, ofegante.
    - Tá certo, meu amor. À vontade. 
    Desci de seus pés e me desamassei, me preparando para subir de volta. Sorri para Charlie e peguei o elevador. Mais uma vez subi sozinha.
    - Demorou, flor. - minha mãe falou. 
    - Ah, é que lá em baixo tava passando um filme... - menti. 
    Ela arqueou uma sobrancelha. 
    - Que filme, hein?
    - A Lenda do Zorro, mamãe. 
    E mordi os lábios, escondendo um sorriso malicioso.

"But What if I need you baby?
Would you even try to save me?
Or would you find some lame excuse
To never be true
What if I said I loved you?
Would you be the one to run to?
Or would you watch me walk away"
What If - Ashley Tisdale

FIM

Última parte tipo, nada a ver, né? Mas tudo bem... Por aqui eu me despeço de What If?, e espero que não fiquem desapontados com o final... Nunca me dou bem com finais de história. Enfim..., é isso. Beijos de maçã, tchucos' ;*

20 de março de 2011

20/03 - Feliz dia,

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dos blogueiros, meus tchucos'!


Essa imagem me seduziu, HAHA'. Beeeeeeijos para vocês ;*
   

18 de março de 2011

What If? - parte VII

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Senti meu coração batendo sob minha mão. Era lento e aconchegante, como nunca antes. Doze anos antes. Respirei fundo, absorvendo o ar frio da manhã. Abracei as pernas e voltei a olhar as ondas que se quebravam na praia. Tudo era silêncio. Charlie ainda roncava no quarto ao lado. O resto do Sant's Hotel via televisão no conforto da cama ou dormia debaixo dos cobertores. 
    Desci da mureta da varanda e fui para o quarto. Minha cama estava uma zona: cobertores enrolados, lençóis só na metade da cama, travesseiros no chão. Me joguei na dezorganização. Dormir de novo parecia bom, pelo menos até que meu primo acordasse. Tirei a calça jeans e cocei os olhos, sentindo-os queimar de cansaço. De repente, tudo sumiu. 
 . . .

- May... - uma voz distante me chamava. - Ah, minha filha, queria tanto que você pudesse me ouvir... Eu e seu pai sentimos tanta saudade. Você não faz nem ideia... 
    Eu estou te ouvindo, mamãe. E também sinto a sua falta. 
    - Charlie, ele... - minha mãe começou a rir, em choque - Nossa, como ele chora. Nunca vi aquele menino chorar tanto. É só alguém falar seu nome e... - engasgou com as lágrimas - Sinto pena dele. Acho que ele te ama, meu bebê.
    Você não faz nem ideia, mãe.
    - Tomara que um dia você perceba isso. - pegou minha mão e eu soube que ela sorria. - Agora tenho que ir. Mas nunca se esqueça de que a gente te ama muito. Volta logo, minha menina. Você não sabe a falta que faz.
    NÃO!, não vai, não me deixa. MÃE!
. . .

- Bom dia, meu amor - uma voz rouca e doce sussurrou em meu ouvido. - Dormiu bem? 
    Pisquei algumas vezes, tentando me acostumar à escuridão. Alguém tinha fechado as cortinas. Senti sua respiração no meu rosto, depois seus lábios no meu pescoço. Uma hora ou outra Charlie ia me beijar e perceber meu rosto molhado de choro. Empurrei-o e me levantei, indo para o banheiro. 
    - Aconteceu alguma coisa? - ele perguntou, meio perturbado.
    - Não. - respondi do banheiro. - Me dá só um minuto. 
    Enchi minha mão de água e joguei tudo no meu rosto. Mas parecia que as lágrimas não queriam ir embora. Meu sonho me perturbava a cada cinco minutos, fazendo com que as intrusas voltassem a escorrer, molhando meu rosto todo de novo. 
    Charlie ainda me esperava sentado na cama. 
    - Melhor? - perguntou assim que me sentei ao seu lado. 
    - Muito. 
    Ele ficou em silêncio, me observando. Sorri, malvada. 
    - Não vai me beijar, não? 
    Charlie riu, deitando-me em seu colo. Me pareceu mais sexy do que nunca. Pregou seus lábios aos meus, com sua mão em minha nuca. A outra se intercalava entre nuca e costas, desesperadas. As minhas eu prefiro nem comentar. 
    - Sonhei com a minha mãe hoje. - contei, em meio a seus lábios. 
    Sua boca congelou e ele se afastou de mim. 
    - O que foi, Charlie? 
    - Não acredito nisso! - exclamou, animado. Me abraçou forte e pulou da cama, comigo no colo - Que ótimo, May! 
    - Perdi alguma coisa? - perguntei, meio confusa. 
    - Você não sonhou, Maria Lúcia. Você ouviu!
    - E isso significa alguma coisa?
    Ele revirou os olhos e suspirou. 
    - Significa tudo. 
    Me deu mais um selinho. 
    - Significa que você está acordando. Simplesmente isso.

"Makes me want to know right now
If it's me you'll live without
Or would you change your mind
What if I need you?"
What If - Ashley Tisdale 


CONTINUA...

Enfim, aqui estamos. Dessa vez devo mesmo desculpa a vocês, porque não postei não por falta de tempo, e sim por falta de inspiração. Mas acho que ela voltou, graças a Deus. Espero que gostem, e comentem. Não vou mais promete postar rápido, porque vou acabar descumprindo a promessa. Mas prometo que a próxima parte vai ser bem legal. Beijos de melão, tchucos ;*

9 de março de 2011

What If? - parte VI

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CHARLIE'S FLASHBACK

- Charlie! - ela gritou, agarrando minha mão - O que pensa que tá fazendo?
    Boa pergunta.
    - Nada, ué... - trinquei os dentes, nervoso - Eu sei lá.
    Ela me olhou um pouco.
    - Por que você tá tão estranho, Charlie? - May me perguntou, enrolando meu cabelo em seus dedos - Me conta. 
    Segurei as pontas para não avançar nela ali mesmo, beijando-a até perder a respiração. Doze anos. Doze anos escondendo meus sentimentos, mentindo para os outros. Mentindo para ela. Só que não dava mais. Era amor demais para esconder. 
    - Por nada, Maria. - fui grosso e seco. 
    - Você mudou. - ela concluiu, desenrolando seus dedos e se afastando de mim. - Não é mais o Charlie. É alguma coisa diferente dele. Eu não gosto disso. 
    - Bom, esse sou eu. Goste você ou não. 
    May sorriu, decepcionada. Vi seus olhos brilharem com as lágrimas que ela ameaçava derramar. 
    - Charlie? - sussurrou, meio rouca. Fiz que estava ouvindo, mas não a olhei. - Você me ama? 
    Soltei um risinho irônico. 
    - Não. Não te amo. 
    Ela ficou em silêncio. 
    - Ah.  - murmurou, fungando. - Eu... eu... 
    May não conseguia concluir a frase. Isso me deixou nervoso.
    - VOCÊ O QUÊ?
    - Nada. Nada, não. 
    Ela se levantou, levando a bacia de pipoca consigo. Ouvi seus pés contra os degraus, correndo rápido demais. E então um baque. Pipocas no chão, a bacia caindo escada abaixo. E ela, rolando as escadas, batendo forte contra os degraus. Um último gemido. E então, seu corpo sangrando ao pé da escada. Tudo porque ela queria ir para longe de mim.  
    May estava desacordada quando liguei para a ambulância. A única coisa que me perguntava  enquanto discava os números era: E se eu nunca tivesse mentido que não a amava, será que as coisas seriam diferentes?

- Por que será que não me lembro de nada disso? - murmurei, quando ele acabou de me contar a história. 
    - Os médicos disseram que era provavel que você apagasse o acidente da memória. Por ser traumático, sabe? 
    Fitei meus pés, pensando se deveria mesmo dizer o que estava prestes a dizer. 
    - Eu acho que não foi o acidente que me traumatizou. 
    Charlie entendeu de imediato. Pude ver a dor em seus olhos. 
    - Me desculpe, Maria... - gemeu, começando a chorar - Você sabe que eu não queria. Eu... eu... 
    - Ei, ei... não chora, não. A culpa não foi sua. 
    Acariciei suas bochechas com as costas das mãos, secando as lágrimas. 
    - É bom ouvir que você me ama. Mesmo que você tenha demorado doze anos para contar. 
    Ele riu, puxando-me para um beijo demorado. Lábios mornos contornavam os meus enquanto aproximavamos ainda mais nossos corpos. Tudo mais parecia pegar fogo. Nossas respirações estavam entrecortadas. Sua barba me pinicava, dando pequenos choques em meu rosto. E... meu Deus, por favor não para!
    - Sabe... - murmurei, assim que ele me soltou - doze anos valeram a pena. 
    Charlie riu, desamassando minhas roupas. Limpei o batom de seu rosto e arrumei sua blusa. Parecia que tinhamos saido de uma centrifugadora. 
    - Sabe, isso aqui tá ótimo. Mas você sabe que uma hora vamos ter que voltar. - disse, pegando a mão de Charlie. - Como vamos sair de Petalúnia?
    - Quando você acordar.
    - E quando vai ser isso?
    - Sinceramente? - ele perguntou, sorrindo torto. Balancei a cabeça, concordando. - Eu não faço a mínima ideia. 

"When I say that I want you
You know that I mean it
And in my hour of weakness
There's still time to try"
What If - Ashley Tisdale

CONTINUA... 

É isso aí, tchucos', consegui postar mais uma parte antes do fim do feriado. Quero terminar até o fim dessa semana, então... vou postar mais rápido do que de costume (ainda bem, coff, coff). Mas e aí, o que estão achando? Comentem, ok? Beijinhos de leite condensado ;*
 

5 de março de 2011

What If? - parte V

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Fugi de seus lábios, virando a cabeça em direção ao mar. Meus pés e minhas mãos tremiam de frio e nervoso. Meu Deus, em que confusão eu tinha me metido? Lágrimas atrás de lágrimas desciam por meu rosto. Talvez eu - de alguma forma estranha e inexplicável - amasse mesmo Zorro. Muito. O suficiente para me sentir traída e magoada.
    - Como sabe meu nome? - perguntei, secando meu rosto.
    - Por que está chorando, May?
    Olhei-o, furiosa com a mudança de assunto. 
    - O que você tá escondendo de mim, Christian?
    - Nada.
    - Ah, sério? - disse, em um tom debochado. - Desembucha, seu idiota!
    Ele riu e olhou bem fundo nos meus olhos, fazendo meu coração disparar.
    - Você me ama, May?
    Mordi os lábios, pensativa.
    - Amo demais. Por quê?
    - Me dá um minuto?
    Assenti. Christian correu em direção ao mar, tirando a máscara e a capa no caminho. Enterrou os pés na areia e se deixou engolir pelo mar, molhando-se da cabeça aos pés. Refletindo a lua, ele parecia um pedaço do céu. Sorri involuntariamente.
    - May? - ele me chamou, caminhando de volta.
    Olhei-o de cima a baixo. Estava mais moreno. Fui subindo os olhos, até fixá-los em seu rosto. Um menino tremia à minha frente, sorrindo meio torto enquanto esperava minha reação. Meu corpo inteiro congelou e eu quis matá-lo.
    - Charlie! - gritei, incrédula.
    - Eu mesmo.
    Minhas bochechas ficaram vermelhas. Ele me abraçou, fazendo meu ódio se dissipar em menos de um segundo. Apertei meus braços em volta de sua cintura, voltando a chorar.
    - O que foi? - Charlie perguntou, sussurrando em meu ouvido. - Fiz alguma coisa errada?
    - Não. Eu fiz.
    - O que você fez?
    - Me apaixonei por você.
    Ele não respondeu. Resolvi mudar de assunto.
    - E então, como vim parar aqui?
    - Não se lembra?
    - Lembrar de quê? 
    - Do acidente. 
    Meu coração parou por um instante. 
    - Eu morri, é isso? Por isso estou em Petalúnia?
    - Não. Ainda não. Petalúnia é uma linha entre a vida e a morte. Como um coma, eu acho.
    - Ah. Estou em coma. Ótimo. - murmurei, tentando manter a calma. - E como isso aconteceu? 
    Ele suspirou, botando uma expressão mais sombria no rosto. 
    - Me desculpe, May. 
    - Por quê?
    Charlie chutou a areia, evitando me olhar nos olhos. Estava nervoso. 
    - Me desculpar porque... - mordeu os lábios e franziu o cenho - porque a culpa foi minha. 
    E depois, olhando para mim, completou:
    - Eu quase matei você, Maria Lúcia. Por isso você tem que me desculpar. 

"I'm so sick of worrying
That you're gonna quit over anything
I could trip and you'd let go like that
And everything that we ever were
Seems to fade but not the hurt
  Cause you don't know the good things from de bad"
What If - Ashley Tisdale
  
CONTINUA...

Bem, tchucos', está aí mais uma parte de What If?. Comecei a desenrolar e acho que só precisarei de mais duas partes para isso. Mas veremos... Juro que não quero enlouquecer vocês. Só que, como eu disse, minha escola tá MUUUUITO difícil, então... tô beeeeem enrolada com ela. Enfim... é isso. Espero que gostem e comentem. Beijos de Halls de cereja ;*