18 de janeiro de 2013

Delírio (sem) final


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Ela cruzou a linha de raciocínio
Com cinco minutos de vantagem,
Mas perdeu-se da consciência
Que já ia muito à frente
De sua mente divagante

Perdeu-se do pensamento
Às cem jardas de distância
E às duzentas entregou-se
Às mãos da ignorância

A discrepância da corrida 
Dava-se entre o delírio e a lucidez
A menina jogava-se ao vento
E soltava-se à insensatez

Mais uma seringa de largada
E a cocaína deu a partida
Corria de novo a menina
De encontro às suas ilusões

Já na chegada, quase sufocou
Respirou sem sentir qualquer pulmão
Botou as mãos no peito,
Mas não sentiu coração

Seu delírio era verdade
Sua vida era convulsão
E seu corpo, sem sorte,
Já caminhava de encontro à morte

Ela respirou, viu o teto do hospital
As máquinas que apitavam o final
E então subiu ao céu
Perdedora da corrida
E sem troféu 

Nossa, quanto tempo eu não postava um poema aqui... esse é pra Edição Poemas do Projeto Bloínquês                                            

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